Um ambiente onde a pessoa não se percebe como única, onde outros estão em situações vezes idênticas, vezes melhores ou piores, cria uma identidade pelo olhar e compreensão do sofrer do outro com o outro, este processo auxilia no entendimento do próprio sofrer. A formação de objetivos comuns, resolver problemas rápidos, ser parte de algo maior são os ensinamentos que ficaram das suas falas.Entender ESPAÇO na extensão do seu conceito e nas suas diversas formas: virtual, material, idealizado. Espaço pensado como público e coletivo, social e justo.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
COLABORADORES: Um pouco de realidade faz bem...
Um ambiente onde a pessoa não se percebe como única, onde outros estão em situações vezes idênticas, vezes melhores ou piores, cria uma identidade pelo olhar e compreensão do sofrer do outro com o outro, este processo auxilia no entendimento do próprio sofrer. A formação de objetivos comuns, resolver problemas rápidos, ser parte de algo maior são os ensinamentos que ficaram das suas falas.terça-feira, 6 de julho de 2010
COLABORADORES: Marco Bettine
A conversa que me proponho aqui é pensar um pouco a respeito da necessidade social do mostrar-se vulnerável ao outro.
Não sou um profundo conhecedor da sociedade estadunidense, mas parece-me que lá um dos objetivos é a concorrência: se colocar mais que o outro. Será que somos ao contrário, isto é, valorizamos os aspectos negativos; então seria como é melhor ser o pior? Para aqueles que responderam sim, esqueceram de pensar que o mostrar-se o melhor (no sentido de bens do termo), também faz parte da nossa sociedade. Como faz parte da sociedade estadunidense colocar-se como vítima em situações desfavoráveis em uma competição da desgraça. Então parece que este estado de ser é um pouco mais complexo do que afirmar que fomos colonizados pelos portugueses, os piores da Europa (colonizaram metade do mundo), índios, os Macunaímas (dominam as ervas medicinais das florestas tropicais há séculos) e negros, os indolentes (únicos que trabalharam na monocultura da cana).
Se não é em virtude da colonização, muito menos algo típico brasileiro, continua a questão dos motivos de haver um superlativo da desgraça.Começo a pensar nos valores da nossa sociedade, algumas palavras vêem à cabeça, vencer, lutar, posição social, dinheiro, parece-me que na sociedade que vivemos o indivíduo (e não o coletivo) é o responsável pelo sucesso ou insucesso da vida em geral.
Contrário a este pensamento é analisar a evolução econômica e os ganhos de uma sociedade que refletem em todo o coletivo; logicamente com um governo que tente minimizar a estrutura vertical de ganhos. Neste caso, todos ganham; e o contrário também é verdadeiro: se as finanças vão mal, os indivíduos, na sua maioria, acompanharão a tendência nacional. Neste caso, os governos tendem a horizontalizar as perdas. Mas, no plano micro parece-me que nós acreditamos que o sucesso e o fracasso dependem unicamente de nossas vontades. Mas, ao verbalizar, minimizamos os “fracassos” colocando-os no coletivo, mesmo acreditando que isso seja individual, e no sucesso, maximizamos o individual retirando totalmente o coletivo de nossas conquistas, porque realmente acreditamos nisso.
Então fica aqui um ponto de destaque, maximizamos a desgraça para arranjar desculpas ao nosso fracasso frente à sociedade, todos são culpados, o governo, a esposa, os filhos, a estrada, o Dunga, buscamos assim uma compreensão do outro, mas no fundo sabemos nós que o outro e nós não acreditamos nisso.
Isso não teria nenhum problema apenas seria uma forma de viver da sociedade contemporânea. Acredito que os problemas estão no viver um mundo de desculpas, de desvalorização do social e de não entendimento de si. Isto é, das nossas reais possibilidades, virtudes, necessidades e felicidade.
Acho que é isso...
* Marco Antonio Bettine de Almeida é professor doutor da USP. marcobettine@usp.br
terça-feira, 22 de junho de 2010
COLABORADORES: Marco Bettine
por Marco Antonio Bettine de Almeida*
Fui comprar fraldas para um amigo, ou melhor, para o filho do meu amigo, foto que me colocou em perspectiva para algumas reflexões. Fiquei pensando sobre a gravidez e quem são as pessoas que ficam grávidas no mundo que me rodeia - classe média alta, teoricamente esclarecida e com alguma inserção social. Confesso que tomei um susto, pois todas as mulheres da minha memória que ficaram grávidas não tinham uma inserção bem definida no mundo do trabalho, isto é, eram pessoas que já beiravam os trinta e não tinham um emprego fixo ou não gostavam do seu trabalho.
* Professor Doutor da Universidade de São Paulo, Escola de Artes, Ciências e Humanidades. Pesquisador do grupo de Psicologia Política, Políticas Públicas e Multiculturalismo marcobettine@usp.br
terça-feira, 1 de junho de 2010
COLABORADORES: Marco Bettine
A GÊNESE DO FUTEBOL NO ESTADO DE SÃO PAULO
por Marco Antônio Bettine de Almeida*
Mês de Copa um pouco de cultura inútil.
domingo, 16 de maio de 2010
Contribuição ao Blog...
O Controle do Mal
No Brasil, durante as duas últimas décadas, vários movimentos sociais foram organizados servindo de apoio para a luta dos direitos humanos e volta à democracia. Mas, ao mesmo tempo, o país tem testemunhado a proliferação do preconceito e da violência contra “suspeitos” - segundo esta Folha, C3 10/05/2010, houve aumento de 40% no número de pessoas mortas em confronto com a policia. Essa tendência tem se refletido nas mortes de grupos específicos como os motoboys por exemplo (Folha C1 10/05/2010).
